terça-feira, 19 de abril de 2011

A Sociedade que Cria “Monstros”: Um fato para apagar da memória, mas um erro a ser corrigido. RJ



       Antes de tudo é mister fazermos uma oração para os atingidos por essa tragédia, aos quais sejam eles, as crianças que sucumbiram ao dilaceramento da carne e aos seus genitores e pessoas que com elas conviviam no dia a dia, e que hoje sofrem:
Senhor Jesus, mestre dos mestres, exclusivamente Tu pode aplacar a dor desse instante, ninguém mais tem tanto conhecimento para nos esclarecer em momento tão singular e doloroso, onde, somente com o entendimento da Lei do Pai, é que se encontra consolo para tal sofrimento.
E, ainda, é preciso lembrar que só o teu amor é que, com segurança, pode balsamizar cada coração ferido deixado na retaguarda e ajudá-los a “saber passar”. E dar guarida e tranqüilidade aos que para mais perto te Ti foram, também os ajudando, com o teto acolhedor, a se confortarem diante de um desfecho tão inesperado. Amem!
Hoje, uma das coisas que mais se busca compreender, e com justa razão, é como uma pessoa, jovem ainda e, por isso mesmo, com toda uma vida pela frente, foi capaz de cometer um ato tão bárbaro.
Se nosso país fosse situado no oriente médio, por exemplo, talvez não fosse tão difícil achar um motivo para um homem invadir uma escola e lá matar mais de 10 pessoas, todas elas crianças, e deixar quase a mesma proporção de feridos. Isso porque, a pesar de não ser certo, se tornou horrivelmente comum alguns países da Ásia e África sofrerem com situações como essa, cuja causa, em sua quase totalidade, deriva de ações terroristas.
Ou ainda se aqui fosse os E.U.A, apesar de muito triste, também não seria novidade um acontecimento como este.
Mas assim não o é...! Não estamos acostumados a ver cenas tão chocantes como essa... Então como explicar?
Ao observador menos atento, o fato começaria a ganhar sentido, se relembrasse os casos, das já citadas regiões, principalmente os dos Estados Unidos.
Seria sem dúvida chocante. Terrível constatação.
Sim! Em uma analogia, menos séria, já seria patente as semelhanças entre os casos. No país Americano eram jovens que, enlouquecidos, penetraram a escola onde estudavam e abriram fogo contra os colegas, os quais, diga-se de passagem, os hostilizavam. Aqui no Brasil, foi um rapaz na casa dos 20 anos que, detalhe, vitima de burlem pelos companheiros de alfabetização, invadiu o antigo colégio e, alucinadamente, selecionava as pessoas e atirava para matá-las.
A única diferença aqui é só mesmo no texto, onde é invertida a ordem de sujeito e ação. Contudo, se a forma é diferente, o fundo é o mesmo!
Mera coincidência...? Ou talvez esteja ai, a se desenhar a principal causa do ocorrido?
Alem disso a outra semelhança entre os casos. Quase todos os jovens eram fãs de jogos virtuais que utilizam armas de fogo para executarem sua finalidade, e também de filmes e vídeos relacionados com apresentações bélicas. Fato este que é defendido por algumas pessoas, entre elas especialista (psicólogos, educadores, psiquiatras, etc.), como sendo um dos possíveis motivos que teriam levado os rapazes a fazerem isso.   
Essa segunda hipótese seria justa se os garotos fossem comprovadamente loucos e acabaram associando o que viram na TV com uma coisa normal do cotidiano. Ai, nem poderiam, talvez, serem responsabilizados pelos seus atos, já que não conseguiriam ter correta noção do real.
Mas a realidade fala por si só. Não eram loucos! Eram pessoas normais, estudavam em escolas normais e alguns eram dos primeiros alunos da turma. Uns até tinha admirável inteligência, comprovada por seus raciocínios lógicos sobre questões abstratas.
Agora, não se pode negar que eles se inspiraram no que viam, não só na ficção, como também nos lamentáveis casos de terrorismo, que a globalização se encarrega de espalhar, com admirável velocidade, para fazerem o que fizeram.
Ah..., sim! Agora parece mais lógico. Surpreendentemente coerente.
Descartada a segunda possibilidade, já que não tinham deficiência mental, resta-nos a primeira.
Portanto, como uma pessoa, relegada pela sociedade – sociedade a priori são os colegas de educandário -, poderia ser feliz hostilizado por aqueles que deveriam acolhê-lo? Ora, o ser humano, comprovadamente, vive em grupo. Repelido pelo meio em que foi situado, é obrigado a procurar alternativas para viver. Mas como encontrá-las? Afinal, a tendência é a vida em sociedade.
Daí é que cada pessoa, vitima de burlem, reage de uma maneira.
Isso dependerá de certa forma, do avanço moral, ou espiritual que essa pessoa tenha. Alem de outros fatores alheio a sua própria capacidade, como: Família, se a apóia ou não; amigos, se os tem ou não; e religião, se costuma seguir alguma que o esclareça em suas necessidades.
Assim é que as “pessoas mais fracas,”- todos, invariavelmente, recebem algum tipo de ajuda, concedida pelo Autor da Vida, mesmo que nem ao menos a peçam. (Essa ajuda varia conforme disponibilidade de cada coração) - muitas das vezes se deixam levar pelo que há de pior dentro delas, e costumam responder, a esse menosprezo social, com gestos de violência. Acabam por patrocinar, em raros casos, cenas dantescas, como a que recentemente nos surpreendeu.
“A palavra amiga e boa,                     
Quando a mágoa nos subleva                 
Recorda a lâmpada acesa,                  
Vencendo o poder da treva.” 

Há, contudo, notícias de pessoas, inclusive celebridades, que declararam terem sido burladas na infância e adolescência, e que agiram, embora a dificuldade do momento, de maneira diversa: Barack Obama, por exemplo, quando jovem era escarnecido por ter as orelhas grandes e pelo seu nome, e hoje é presidente da maior potencia mundial; David Beckham, foi motivo de piada na escola, por gostar de futebol e parecer ser diferente, e atualmente é destaque internacional, não só pelo excelente boleiro que é, como também por seu sucesso como modelo; a brasileira Claudia Raia, já foi chacoteada, quando adolescente, por ser muito magra e ter as pernas compridas, hoje é uma das maiores atrizes nacionais e, tida, fisicamente, como muito bela. E os casos assim se estendem...
 Mas se é verdade que há muita gente que supera tal constrangimento, também é em grande proporção o número de pessoas que sofrem com isso, sem saberem como reagir.
Portanto, o que estamos tentando esclarecer aqui é que, se esse rapaz, ágil como ágil, não se deve atribuir única e exclusivamente a ele os assassinatos.
Infelizmente é verdade! Dura e cruel constatação! Mas é verdade! Somos nós, enquanto integrantes da sociedade, e que muito atribulados com a busca de nosso bem estar, acabamos por ser negligentes, com um IRMÂO, que passava por um momento de carência afetiva, e tornamo-nos assim, co-autores da sua prática e, portanto, tendo nossa parcela de culpa sobre seus atos.
“Enquanto não se entenderem          
Os Homens são como vi:                     
Ao projetar-se nos outros,               
Cada qual cuida de si.”         

Se, ao invés de, como popularmente se diz, “Zua” os nossos companheiros, aparentemente diferentes, e desculpando-nos com nossa consciência, alegando sermos crianças e criança não sabe o que faz, observássemos o quanto ele fica triste e desmotivado com nosso gesto e, voltássemos sobre os próprios calcanhares, estendendo-lhe a mão. E quando adultos, se fossemos menos egoístas e mais humanitários, provavelmente, não teríamos, embora inconscientemente, induzido o colega a fazer o que fez! E o futuro talvez fosse diferente... Pois:
“Fiscaliza as palavrinhas
De humilde e pequena brasa,
Começa a lavrar o incêndio
Que devora toda a casa.”

Livres agora do véu que nos empanava o raciocínio e, por isso mesmo, conscienciosos da nossa responsabilidade, não menos mister se nos torna implorarmos ao Divino Mestre, o perdão  pela nossa indiferença, que cria “monstros”, como também a comiseração por nossa vítima, pois, em verdade, somos vítimas de nós mesmos...!
Amado Cristo, ainda não sabemos exercitar a caridade como tu nos ensinou, é certo que tempo já nos deste para o desenvolvimento de tal faculdade, afinal, já se passam mais de 2000 anos que sua angelitude se fez homem, demonstrando toda sua compaixão pelos indigentes espirituais acrisolados na carne. Infelizmente nós ainda, em maioria, permanecemos indiferentes, presos aos nossos caprichos e mimos, cegos para ver a luz que nos legaste. Desculpa-nos, por favor, a falta de solidariedade e atenção uns para com os outros, perdoa ainda aquele que induzido por nossa apatia, deixou-se incorrer em erros sinistros de difícil reparação e resgata, e socorre mais uma vez, ele, assim como nós, do abismo que, voluntariamente, mergulhamos. Amem!
“Fácil amar a Jesus
A Judas, porem, isso não
Entretanto a lei de Deus
Manda amar sem distinção!”




Lucas

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